Marcus Preto comenta “Acabou Chorare”, dos Novos Baianos 1972 Supertônica

Acabou Chorare. Por Marcus Preto

Clássico de 1972 em revisão do jornalista e produtor musical

19/02/16 16:45 – Atualizado em 19/02/16 16:51

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(Julio de Paula)

Segundo álbum dos Novos Baianos, cultuado em listas dos melhores discos brasileiros, sofreu influências de João Gilberto e está embrenhado de uma das marcas de seu tempo: a vida em comunidade. Nesta edição, Marcus Preto traz histórias dos bastidores do disco e discursa sobre sua sobrevivência nos anos 2000.

 

Novos Baianos. Acabou Chorare. Som Livre. 1972.

 

LADO A

Brasil Pandeiro (Assis Valente)

Preta Pretinha (Luiz Galvão, Moraes Moreira)

Tinindo Trincando (L. Galvão, M. Moreira)

Swing de Campo Grande (Paulinho Boca de Cantor, L. Galvão, M. Moreira)

Acabou Chorare (L. Galvão, M. Moreira)

 

LADO B

Mistério do Planeta (L. Galvão, M. Moreira)

A Menina Dança (L. Galvão, M. Moreira)

Besta é Tu (L. Galvão, Pepeu Gomes, M. Moreira)

Um Bilhete pra Didi (Jorginho Gomes)

Preta Pretinha – reprise (L. Galvão, M. Moreira)

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Acabou Chorare é o segundo álbum de estúdio do grupo musical brasileiro Novos Baianos. O disco foi lançado como Long Play em1972 pela gravadora Som Livre, após o relativo sucesso de É Ferro na Boneca (1970), que ainda procurava identidade. Adotando aguitarra expressiva de Jimi Hendrix e a brasilidade de Assis Valente, e sobretudo a influência estrondosa de João Gilberto, que também serviu de mentor do grupo na época da realização do disco, o grupo realizou uma obra que apresenta grande versatilidade de gêneros musicais.

Sua faixa de abertura, “Brasil Pandeiro“, foi proposta por Gilberto e é um dos sambas, ao lado de “Recenseamento“, que Valente havia escrito para a recém-chegada Carmem Miranda dos Estados Unidos; ela aceitou a segunda, mas ignorou a primeira, que ficou em ostracismo até a regravação dos Anjos do Inferno. O título do álbum e a faixa homônima também foram inspiradas no estilo debossa nova de Gilberto e numa história contada por ele sobre sua filha com Miúcha, a então bebê Bebel Gilberto, e representa a proposta principal do disco de criticar a tristeza que então dominava a música popular brasileira com alegria, prazer e jocosidade. “Preta Pretinha“, por sua vez, virou mania nacional, e “Besta é Tu” e “Tinindo Trincando” dominaram as rádios do país, esta última um belo exemplo da mistura de baião com rock psicodélico.

Mesmo mais de 40 anos após seu lançamento, o álbum permanece como um dos mais importantes da música popular brasileira e também um dos mais influentes. Novas gerações de músicos, especialmente cantoras, como Vanessa da Mata, Marisa Monte, Céu,Roberta Sá, Mariana Aydar, beberam de sua fonte e, além de sua fama, gozou de amplo reconhecimento crítico.[1] Em 2007, na eleição de Lista dos 100 maiores discos da música brasileira feita pela Rolling Stone, Acabou Chorare aparece em primeiro lugar, sendo considerado obra-prima pelos estudiosos, produtores e jornalistas convocados para a votação.

novos-baianos

https://pt.wikipedia.org/wiki/Acabou_Chorare

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